18 de nov. de 2018

A irmandade musical

Caro amigo, sabe aquela sensação de ser transportado no tempo, com o poder de reencontrar o jovem apaixonado que adormecia no âmago das tuas lembranças. Como se o capitão Kirk da nave estelar USS ENTERPRAISE te levasse ao passado para sentir o frescor de uma emoção, um cheiro que afaga um chamego, um barulho que lembra a casa da vó. A música tem este poder, sem amarras, sem defesas, talvez não exista mecanismo parecido.

Outro fenômeno musical é como um riff de guitarra, uma batida de maracas, um backing vocal, ou  uma outra "parte" que altere a sua adrenalina, ás vezes pareço um doido, tocando um instrumento virtual, existente somente na minha cabeça. E a capacidade de ver imagens atreladas as sensações que o som te traz? A vida seria muito chata, sem graça, sem esta arte, divina.

Mas o que me espanta é que tem pessoas que não tem qualquer emoção, não vislumbram nada, não sentem riffs, batidas, não rememoram paixões vividas com alguma música. A arte deve afetar estas pessoas de outra forma, mas se você se altera com a música, fazemos parte da mesma irmandade.

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