O rádio nas ondas da minha vida
Em uma tenra lembrança de criança, junto ao meu finado Pai, um amigo fiel, mas discreto, nos aconchegava. Era jogo do Londrina, o famoso Tubarão do norte do Paraná, na Variant bordô o jogo contra o Matsubara ecoava pelo meu imaginário de criança magricela, docemente narrado por este amigo distante, mas tão presente. A Rádio Paiquerê nos apresentava a nossa Champions League, em jogos contra o União Bandeirante, Grêmio de Maringá ou trazia para o então incipiente adolescente as agruras de um abajur cor de carne e uma menina que era puro veneno. O rádio é um amigo presente, no esporte, na música, nas dicas de como viver melhor ou nas notícias diárias.
Já no Rio de Janeiro o radinho de pilha queimava tanto quanto os amigos escoteiros de Santa Teresa, ao curtimos a praia do Flamengo e ouvir o radinho de pilha. Sempre acessível a quem não tinha muita intimidade com os cruzeiros ou cruzados, a memória me trai, com a desculpa do Brasil trocar de moedas como o Tiquinho faz gol pelo Glorioso. A Rádio Mundial nos embalava, época plural onde ABBA, Fagner e Sidney Magal podiam coexistir na mesma sequência.
Em casa cada cômodo sempre teve um aparelho de rádio, máquina do tempo par acessar a história de nosso mundo.
Hoje o radinho se modernizou, a frequência FM impera, os celulares levam estações de todo o mundo. Os programas integram várias plataformas. Mas ele continua sendo meu amigo, o rádio é eterno!!!

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