18 de ago. de 2019

Você cuida do seu dinheiro?

Caro leitor, se alguém te perguntasse se você gosta do seu estimado amigo de estimação, seja ele um cão, um gato ou um ratinho? Com certeza a  sua resposta seria sim, então porque deixar ele vagar sozinho na rua, sem saber o seu destino e se está seguro?

"Como assim? Valorizo meu amigo, cuido dele, não deixo de controlar a sua vida." Calma caro leitor, acredito em seu amor pelo bichinho, mas se no lugar dele, fosse o seu dinheiro. Você pode me dizer por onde ele anda?

Aqui está o cerne da questão, valorizamos saber quanto ganhamos, quais são os grandes gastos, mas não temos o controle do fluxo de saída de tudo que gastamos. E qual seria o problema meu caro Árabe?

Respondo com uma citação de Deming, famoso guru da administração na área da qualidade, que teve bastante sucesso em afirmar que “Não se gerencia o que não se medenão se mede o que não se define, não se define o que não se entende e não há sucesso no que não se gerencia".

E como controlar os custos? Nós usamos uma planilha do Google, onde temos uma planilha anual, com colunas mês a mês, onde orçamos um valor previsto para contas de custo, tais quais: plano de saúde, farmácia, lazer, mesada (cada um tem a sua) e outras. E uma planilha específica por mês, onde alocamos diariamente os gastos realizados nas tais contas de custo. E existem outras opções?

O seu banco deve ter este serviço no internet bank, outra saída é achar um App no Google Play, como o Orçamento Fácil.

Caro leitor, ganhar dinheiro e usar com responsabilidade pode ajudar a mudar o mundo, não desperdice o seu esforço, controle e valorize o seu suor.

Não se esqueça de curtir com a sua família.





4 de jul. de 2019

Poema pra Penha

Há nas telas de seu sorriso um doce sabor do acaso
Me embriago sem um trago
Me fortaleço sem esforço
Me espiritualizo neste espaço
Há nas telas de seu sorriso um doce sabor do acaso

Tento entender o mistério entre a mariposa e o casulo
A jovem adolescente que torna o homem maduro
A moça das ciências sociais que exala psicologia
Enfim, o enigma da tal prisão que se fez alforria
Tento entender o mistério entre a mariposa e o casulo

No prelúdio, parte de mim foi soprada em outra criação
No curso do Rio surgiu a mágica conexão 
Passei a ser um, sem deixar de ser dois
No prelúdio, parte de mim foi soprada em outra criação


30 de jun. de 2019

Como é estar com as canadenses no Rio de Janeiro?

As canadenses que recentemente me acompanharam, pra todo lugar, desde o trabalho, ou a algo mais mundano, como um  banheiro. Não são rivais da bela Penha, minha esposa, são um tipo de muleta, para a situação transitória que me tomou.

Como se sente uma pessoa com a mobilidade reduzida em nossa cidade? Ela está preparada pra nos acolher? Somos amáveis com quem precisa?

Antes de tudo, devo dizer que nas 3 primeiras semanas após torcer o joelho (que se torna uma espécie de gelatina), um meio-fio parecia uma montanha, qualquer ressalto na calçada se tornava um desafio, exemplos de barreiras urbanísticas e do descaso que a nossa sociedade tem com, me arrisco a dizer, qualquer tipo de minoria.

Deixa te contar a dificuldade que é segurar qualquer coisa e ao mesmo tempo embalar as canadenses, por exemplo, retirar a carteira do bolso. Lembre-se que a estabilidade do seu corpo está debilitada, sendo assim, até ir ao banheiro e não ter ganchos pra guardá-las é um desafio a ser vencido.

Outra aventura é usar o metrô, não temos elevadores entre todos os andares, algumas estações só tem escadas. E pra piorar, os céleres equipamentos tem como característica principal a velocidade de uma tartaruga grávida. Além de ter de segurar o botão do andar, se não ele para. Pra quem tem dificuldade de ficar de pé é relaxante.

E as pessoas como reagem a alguém com muletas? A primeira reação é de espanto, tipo, será que estou pelado? Totalmente inclusivo, se eu fosse um alienígena, um conhecido me viu e começou a se contorcer, parecia que estava chegando um piriri daqueles. Algumas pessoas são totalmente frias, esbarram, não te ajudam de qualquer forma. Mas temos salvação, uns ainda cedem lugares, são gentis e se preocupam se você está bem, uma minoria é verdade, contudo um faixo de luz pode abalar uma imensa escuridão.

A verdade é que todos deveríamos passar pela pele de quem sofre uma restrição, nos tornaríamos mais amáveis, solícitos e inclusivos.





18 de nov. de 2018

A irmandade musical

Caro amigo, sabe aquela sensação de ser transportado no tempo, com o poder de reencontrar o jovem apaixonado que adormecia no âmago das tuas lembranças. Como se o capitão Kirk da nave estelar USS ENTERPRAISE te levasse ao passado para sentir o frescor de uma emoção, um cheiro que afaga um chamego, um barulho que lembra a casa da vó. A música tem este poder, sem amarras, sem defesas, talvez não exista mecanismo parecido.

Outro fenômeno musical é como um riff de guitarra, uma batida de maracas, um backing vocal, ou  uma outra "parte" que altere a sua adrenalina, ás vezes pareço um doido, tocando um instrumento virtual, existente somente na minha cabeça. E a capacidade de ver imagens atreladas as sensações que o som te traz? A vida seria muito chata, sem graça, sem esta arte, divina.

Mas o que me espanta é que tem pessoas que não tem qualquer emoção, não vislumbram nada, não sentem riffs, batidas, não rememoram paixões vividas com alguma música. A arte deve afetar estas pessoas de outra forma, mas se você se altera com a música, fazemos parte da mesma irmandade.

24 de set. de 2017

49 sonhos

Este ano de 2017, número que me acompanha, me reservou momentos intensos. Caro leitor, se você não acredita em Deus, pense numa energia, mas não foi o simples acaso.

Passamos dor intensa por alguém que amamos e esteve em situação grave, a força e fé vieram iluminar o caminho no instante de muita aflição, deu tudo certo. Aqui está o maior presente destes 49, saúde daqueles que amamos e cuidamos.

Outro ponto que marca esta primavera é a sensação de intolerância que intoxica a nossa sociedade, sim, é a turma que te acha de direita ou de esquerda, basta salientar uma crítica negativa e pronto, virou radical. E se elogiar...conspiração pura.

Por outro lado, floresce uma geração de luz, parafraseando a prima Paty, antenada com as mídias, menos discriminadora, engajada com as questões políticas e sociais.

Um ano de transição financeira, família unida para galgarmos novos sonhos, com lições diárias de solidariedade e comprometimento.

Um ano de rock bebê, balé, ópera, cinema, orquestra, a cultura levando esta família a pensar melhor.

Um Botafogo pulsante que levou milhares de fãs à loucura, novos adeptos e muito amor.

Um ano que mostrou que boa gente nos ama e que amamos este povo, pérolas que fazem a vida ser diferente.

Um corpo que pede limites e uma mente que vai enrolando até onde não sei, mas sou só um menino.

Caro leitor, vamos nos preparar para ficarmos totalmente despreparados, na levada da breca, deixando "O acaso" (para quem acredita) definir a meta e a gente faz o caminho.